Araras: Uma experiência desastrosa

Luana Baldini
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Adoraria ser aquela mulher descolada, desprendida e super cool que as pessoas, a princípio, acham que eu sou. Batem o olho em mim e, antes de trocarem três palavras, dizem: nossa, como você é louquinha, né? Minhas meia dúzia de tatuagens e alguns furinhos a mais na orelha do que os originais feitos na maternidade, talvez, à primeira vista, ajudem na invenção dessa personagem. Mas, definitivamente, não me habilitam para o cargo de “miss uhu! faço loucuras”.

É verdade: já fui de busão até o Chile atrás de um carinha que eu só tinha visto uma vez (isso realmente foi uma loucura). Já pintei o cabelo de todas as cores imagináveis. Viajei de bike pelo Marrocos com uma amiga sem falar uma palavra de francês ou de árabe. Nadei em um lago cheinho de jacarés. Dormi dois dias na fila de show pra ficar colada no palco. Mas, ao mesmo tempo, sou super caseira e, com pipocas quentinhas, adoro as novelas mais mexicanas. Não gosto de usar banheiro da casa de amigos. E vinho me deixa confusa, com os olhos em rodopios. Gosto de dormir de pijamas, na minha cama, com o meu travesseiro fininho e meu cobertor quentinho da Minnie. Não gosto de pensar que eu sou nem louca, nem boba. Mas uma misturinha das duas com todo o resto, borbulhando em um caldeirão nada homeopático.

Um dia, por exemplo, logo que me mudei para o meu apezinho, – cheia de ideias criativas – encuquei que não precisaria de guarda-roupa. Pesquisei em tudo que foi revista, site e blog, encontrei uns projetos lindos e ousadíssimos e decidi, muito convicta, que iria fazer três araras vermelhas pro meu quarto. Comprei tubos de pvc na lojinha da esquina, spray vermelho vibrante, óculos, luvas e subi as escadas do prédio me sentido a rainha do faça você mesmo (DIY).

Nem eu acreditei: foi muito fácil. Pintei, deixei secar, encaixei, segui, uma por uma, as instruções e – plim! – estava pronto. E ficaram lindas. Três esculturas, exatamente como eu havia sonhado. Mas o encantamento durou pouco. Assim que eu pendurei as primeiras roupas, minha obra de arte começou a bambear. Nheem – inclinava pra um lado. Nheem – inclinava pro outro. Não. Não desisti. Sou turrona. Insisti com as araras molengas por seis longos meses. No final, elas ficavam encostadas permanentemente na parede e, dependendo do cabide que eu escolhesse, brummmm, tudo tremia e metade das coisas vinha abaixo. Claro que, nesse ponto, desisti. Infelizmente, não tirei uma foto delas, antes de jogar tudo fora, mas elas eram muito parecidas com essa da imagem abaixo:

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Depois disso, encomendei um guarda-roupa que coubesse tudo – lençol, cobertor, mala, bolsa, sapato, além de todas as milhões de roupas, claro – e, vencida pelo cansaço, dormi muito feliz. Moral da história? Em casa, como na vida, intercalo uma coleção de loucuras e objetos inusitados com móveis que me tragam conforto e praticidade. Tudo é equilíbrio, né?

De qualquer forma, existem algumas araras que não são feitas de pvc e que parecem muito mais sólidas. Também tem algumas outras ideias de closets descolados que gosto bastante, mas me faltou paciência para tentar fazer, depois da experiência com as araras. Montei uma seleção pra te inspirar:

E como a minha escolha, no final das contas, foi por um guarda-roupa, fiz uma seleção de alguns modelos da netDECOR que são ótimos: tanto na qualidade, quando no bom gosto e também nas divisões internas que são super práticas. Vai que essa escolha também seja a sua?

Dia desses escrevo da minha tentativa frustrada de fazer uma cama de pallet. Afff!

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Luana Baldini
Acho tão difícil me definir em tão poucas palavras, mas já que você precisa me conhecer de forma rápida e superficial, vamos tentar: Escorpiana, 23 anos, Felinos, Melancia, Amarelo, Rock alternativo e Blues. Tá bom, né? Quer saber mais? Dê uma espiada nos meus posts.